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Quinze anos de livre admissão de associados cooperativismo financeiro dá passou importantes, mas o potencial é bem maior

Em 25 de junho de 2003, por meio da Resolução 3.106, do Conselho Monetário Nacional (CMN), mediante proposta do Banco Central do Brasil (BC), o cooperativismo financeiro conquistava o direito de estender os seus benefícios societários e operacionais a toda a sociedade, independente de vínculo profissional ou econômico das pessoas físicas e jurídicas interessadas em integrar o movimento.

Do lado dos usuários de serviços financeiros – público em geral –, a liberdade de acesso a outro fornecedor, com características singulares, especialmente o de compartilhar a propriedade do empreendimento, revelou-se igualmente um importante triunfo.

O uso da prerrogativa pelas cooperativas permite que mitiguem os riscos inerentes à concentração em segmentos específicos, propiciando mais flexibilidade para contornar intervalos de adversidade a atingirem esta ou aquela atividade econômica ou categoria profissional. O contato com novos públicos, por outro lado, traz mais complexidade à gestão, exigindo maior qualificação profissional.

Da mesma forma, a diversificação e a amplitude associativas, além da extensão do atendimento nos médios e grandes centros urbanos, viabilizou, economicamente, o ingresso das cooperativas em pequenas e remotas comunidades pelo interior do país, muitas delas até então desprovidas de produtos e serviços bancários. Aliás, hoje em mais de 600 localidades brasileiras os serviços bancários – crédito, entre eles – chegam à população graças, unicamente, às cooperativas. É dizer, sem as cooperativas centenas de milhares de trabalhadores e empreendedores teriam de deslocar-se a outras praças, com os custos e inconvenientes próprios do deslocamento, sem falar da evasão de riquezas e empobrecimento de suas comunidades./p

O aumento na escala de usuários, com as suas múltiplas origens e diferentes necessidades, igualmen