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Onde se encaixam os bancos digitais?

Sempre destacamos as vantagens que as cooperativas de crédito possuem sobre instituições financeiras tradicionais. No entanto, os bancos digitais pouco aparecem nos comparativos. Então onde eles se encaixam?

Segundo pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – CNDL e pelo SPC Brasil, em parceria com o Sebrae, nos últimos 12 meses cerca de 40% dos consumidores têm utilizando serviços de bancos digitais. Um número expressivo! O mesmo estudo aponta que as pessoas utilizam os bancos digitais majoritariamente para o pagamento de contas, verificação de saldo e extrato, saque de dinheiro, realização de pagamento com cartão de débito e transferência de dinheiro.

Parece que os bancos digitais estão com a bola toda. Será? Vejamos!

Quem ganha na guerra das taxas?

É do conhecimento de todos que um banco digital oferece os mesmos serviços de um banco tradicional - e também os mesmos que grande parte das cooperativas de crédito. No entanto, quando se trata de investimentos, seguros, consórcios e, principalmente, empréstimos, as taxas de bancos digitais se assemelham às de bancos tradicionais. E é neste ponto que as cooperativas de crédito continuam se destacando! Suas tarifas são as mais baixas do mercado para linhas de crédito, consórcios, além de todos os benefícios de fazer parte de um sistema que não visa ao lucro. Ponto para as cooperativas!

Quem ganha no atendimento on ou off?

Um dos grandes diferenciais entre bancos tradicionais e digitais é a isenção de tarifas em transferências e contas-corrente e cartões de crédito sem anuidade – quesito no qual as cooperativas não ficam atrás, com serviços gratuitos e com burocracia reduzida. Mais um ponto para as coops!

Outro grande diferencial dos bancos digitais é o atendimento 100% online, em um ambiente em que todas as dúvidas são solucionadas em poucos cliques. O que é bom para alguns, pode ser ponto de insegurança para outros. A mesma pesquisa - CNDL/SPC Brasil - aponta que 84% dos adeptos de bancos digitais mantêm suas contas em bancos tradicionais. Isso porque as pessoas se sentem mais seguras com instituições com endereço e ponto físico.  

Hoje, no Brasil, as cooperativas de crédito já têm representações físicas em todas as capitais e cidades estratégicas. De acordo com o Banco Central do Brasil (Bacen), as cooperativas de crédito congregam atualmente mais de 11 milhões de cooperados e estão presentes em 47% dos municípios brasileiros.

Além disso, dos cerca de 5.570 municípios do país, mais de 40% não possuem agências bancárias e, nesse contexto, as cooperativas de crédito se tornam ainda mais importantes, porque em muitos locais elas são a única alternativa de crédito. Ponto para as cooperativas!

Ampliação do atendimento online e Covid-19

A pandemia exigiu adaptação para todos. Levou os bancos a ampliarem sua força digital e fez com que as pessoas passassem a se acostumar cada vez mais aos atendimentos online, resolvendo seus problemas financeiros por aplicativos. Mesmo bancos digitais, que atendem exclusivamente online, foram impactos com a nova estrutura. E quem não estava preparado sofreu.

Nesse cenário, as cooperativas de crédito que investem em comunicação, modernização, oferecimento de serviços por aplicativos e atendimento online apenas se fortaleceram. O atendimento que já era personalizado e humanizado nas coops, com a pandemia só foi adequado para o formato digital. Acho que temos um vencedor. Ponto para as cooperativas!

Bancos tradicionais, bancos digitais ou cooperativas?

“As pessoas não precisam de bancos, mas de serviços bancários” é o que afirma a presidente executiva do Sicoob Cecres, Taís Di Giorno.

Com isso podemos intuir que nessa questão de coops x bancos (tradicionais e digitais) sai na frente quem se adequa às necessidades reais de pessoas reais.

E, para isso, é necessário atendimento personalizado, humanizado, facilidade de crédito com taxas e condições que cabem no bolso das pessoas.

E nesse quesito, as cooperativas têm feito escola!

*Com informações de: “Folha de Londrina” e “Diário do Comércio”

Jéssica Dourado

Jéssica Dourado é jornalista e trabalha na Zaia! Agência de Comunicação Integrada