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Greve dos caminhoneiros causou prejuízo de R$ 15,9 bilhões, diz Ministério da Fazenda

13/06/2018

O Ministério da Fazenda informou nesta terça-feira (12/06) que calcula em R$ 15,9 bilhões o prejuízo à economia provocado pela greve dos caminhoneiros. Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fábio Kanczuc, a estimativa de R$ 15,9 bilhões abrange todos os efeitos da crise para a economia, como a queda na produção industrial e na arrecadação tributária. A categoria paralisou as atividades e fechou rodovias do país durante 11 dias no final de maio. Os caminhoneiros reivindicavam, entre outros pontos, valor mínimo para o frete e redução no preço do óleo diesel. Durante a greve, houve crise de abastecimento em todo o país. Faltaram combustível nos postos de gasolina e alimentos em mercados e feiras. Por escassez de querosene de aviação, aeroportos deixaram de funcionar. A greve também afetou serviços que dependem de locomoção nas estradas, como entrega de correspondências e transporte de cargas vivas.

A tabela foi publicada, mas, diante da reclamação do agronegócio, que considerou os preços inviáveis, governo e caminhoneiros discutem novos valores. Os efeitos da greve deverão ser sentidos no Produto Interno Bruto (PIB), que é o valor de todas as riquezas produzidas no país. Na última semana, analistas do mercado ouvidos pelo Banco Central projetaram pela primeira vez em 2018 um PIB menor que 2%. Todas as previsões anteriores eram acima desse patamar.

Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Fábio Kanczuc, os R$ 15,9 bilhões abrangem todos os efeitos da crise para a economia, como a queda na produção industrial e na arrecadação tributária. Ele acrescentou, contudo, que a conta é "conservadora". "Para chegar a esse valor, a gente usou diferentes metodologias. Não só olhando a indústria, mas o consumo de energia e também o que aconteceu na crise de julho de 1999, que houve uma crise de caminhoneiros naquela data, menor do que essa, mas que serve para balizar o que vai acontecer", afirmou.

Kanczuc explicou que o cálculo da Fazenda é "uma conta conservadora" porque não considera a recomposição natural da atividade de alguns setores. Este é o caso da indústria automobilística, por exemplo, que trabalha com encomendas de maior prazo. "Como o ciclo dessa indústria é de 2, 3 meses, eles têm que entregar o que prometeram há 2, 3 meses. Então, eles vão ter que recompor a produção trabalhando domingo, colocando mais trabalhadores, para compensar essa perda que aconteceu em maio. Nesse setor, em especial, a perda total depois de um ano vai ser nula", avaliou. "Esse valor de [quase] R$ 16 bilhões não está considerando esse comportamento, de que vai ser recomposto o que foi perdido durante a greve, então é uma conta conservadora. São, no máximo, R$ 16 bilhões", concluiu. 

G1