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Cooperativismo agropecuário é responsável por quase 50% do PIB agrícola brasileiro

21/09/2018

O Brasil alcançou o posto de terceiro maior exportador agrícola do mundo. É o que indica o recente levantamento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado no dia 17 de setembro de 2018.

De acordo com os dados, o Brasil terminou o ano de 2016 com uma fatia de 5,7% do mercado global, abaixo apenas dos Estados Unidos, com 11%, e Europa, com 41%.

Nesse cenário, destaca-se o papel das cooperativas agrícolas que, de acordo com dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), também exportaram mais, passando de US$ 5,13 bilhões em 2016 para US$ 6,16 bilhões em 2017, um aumento de aproximadamente 20,07%.

Protagonismo no campo: a força das cooperativas

O cooperativismo agropecuário tem importante participação na economia brasileira, sendo responsável por quase 50% do PIB agrícola, de acordo com o Ministério da Agricultura. Dados do último Censo Agropecuário, conduzido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que 48% de tudo o que é produzido no campo brasileiro passa, de alguma forma, por uma das 1.618 cooperativas em atividade no país, que reúnem mais de um milhão de associados e geram cerca de 198 mil empregos, conforme aponta a OCB.

O cooperativismo é um movimento que une desenvolvimento econômico e social. O movimento em si surgiu o interior da Inglaterra, em 1844, quando um grupo de trabalhadores se uniu para montar seu próprio armazém diante da dificuldade de se manterem competitivos atuando isoladamente. Isso criou os princípios do cooperativismo.

No Brasil, a primeira cooperativa agropecuária foi fundada em 1907. Elas contribuem para manter o agricultor no campo, fomentando a comercialização de seus produtos e fornecendo serviços a seus cooperados.

Ninguém cresce sozinho

Comemorando 70 anos de sua fundação em 2018, a Jacto, empresa de máquinas e equipamentos agrícolas de Pompeia (SP), compartilha de valores comuns ao que movem as cooperativas. A frase “Ninguém cresce sozinho” foi utilizada pelo fundador da empresa em 1979 ao apresentar o lançamento da primeira colhedora de café do mundo produzida pela empresa. A frase procurava homenagear todos os envolvidos naquele feito, que deu origem ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, e depois se tornou um dos principais valores empresariais do grupo.

Dessa forma, a Jacto acredita na força do cooperativismo para modificar o cenário econômico e social e na valorização das necessidades coletivas, de forma a gerar oportunidades e desenvolvimento. Por isso mantém relacionamento com diversas cooperativas em todo país, participando ativamente de reuniões, feiras, fóruns e congressos como forma de compor as melhores oportunidades para o produtor rural brasileiro.

Oportunidade e representatividade

 

Para José Vicente da Silva, presidente do Conselho Administrativo da maior cooperativa do Estado de São Paulo na comercialização de insumos, máquinas e implementos agrícolas, um dos temas mais em evidência no Brasil é o agronegócio, pela representatividade na balança comercial do país, pelos empregos diretos e indiretos é reflexo na vida das cidades.

“Onde operam as cooperativas melhoram o IDH da região, contribuem para a economia dos municípios, ativam o comércio, indústria e o setor de serviços. A Coopercitrus cresce para melhor servir a área de ação que ocupa. Sempre tivemos uma atuação muito forte na parte comercial de insumos e máquinas, mas hoje nosso maior desafio está na prestação de serviços aos nossos 35 mil cooperados. Alta tecnologia, agricultura de precisão, inovação nessas áreas, soluções integradas para que o produtor produza mais usando os insumos estritamente necessários. Nossa luta diária é aprimorar conhecimentos dos nossos especialistas em inovação tecnológica”, avalia Silva, que acrescenta a importância do atendimento adequado às necessidades dos produtores.

“Queremos selecionar o que há de melhor e o que tenha mais aderência às necessidades dos produtores. Nossa missão é fazer os cooperados terem mais renda, é o principal motivo da criação de uma cooperativa”, completou.

Com mais de 85 anos de história, a Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé/MG), acredita que manter a competitividade para os cooperados diante de um mercado global é um dos esforços das cooperativas.

“Nosso maior capital é o nosso cooperado. Nesse sentido, entre as iniciativas da Cooxupé, sempre concentramos nossos esforços para que cooperativa e cooperados mantenham-se sólidos e competitivos frente ao mercado global. Para isso, desenvolvemos regularmente uma série de ações para que nossos produtores elevem a produtividade e reduzam os custos de produção”, explica o presidente da Cooxupé, Carlos Alberto Paulino da Costa.

Para tanto, Costa comenta a necessidade, cada vez mais necessária, do uso de tecnologias no campo.

“A automação e a mecanização nas lavouras são cada vez mais importantes, assim como a qualificação da mão-de-obra. Além de práticas mais sustentáveis e gestão profissional nas fazendas, defendemos políticas agrícolas mais estruturadas, que visem à integração de toda a cadeia produtiva, facilitando agregação de valor para o produtor rural”, avalia.

A Cooxupé implantou em seu sistema organizacional o Compliance, assim como o Programa de Integridade e Código de Ética, com diretrizes definidas que garantem a legalidade e transparência nas operações praticadas entre a Cooxupé e seus stakeholders.

“O Cooperativismo é uma instituição que possibilita o fortalecimento das diversas classes econômicas e viabiliza a distribuição de renda de maneira mais democrática, contribuindo também com o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, cidadã e solidária. É gerador de empregos e de oportunidades. A força das cooperativas brasileiras sustenta a agropecuária brasileira e tem fundamental participação no agronegócio nacional com a geração de empregos e oportunidades de crescimento e sustentabilidade", finaliza Costa.

Jacto