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Angola: Defendido surgimento de cooperativas de reciclagem

21/10/2019

Patrícia de Carvalho, que falava ao Jornal de Angola, na Expo-Indústria, realizada, há dias, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, defendeu a necessidade do surgimento de cooperativas de reciclagem por ajudarem na redução da quantidade de lixo que vai para o aterro sanitário e dos custos que o Estado paga às empresas de recolha de resíduos sólidos.

“Precisamos que o Executivo olhe para o sector ambiental com outros olhos”, declarou Patrícia de Carvalho, que explicou estar a Global Manutenção Serviços Técnicos a comprar, à porta da fábrica, bidões que são, depois, transformados, por via da reciclagem, em matéria-prima para a indústria nacional.

A fábrica da Global Manutenção Serviços Técnicos tem capacidade para produzir, por hora, uma tonelada e 200 quilos de matéria-prima, precisando apenas que lhe forneça lixo, assegurou Patrícia de Carvalho.

De acordo com a responsável, a empresa já chegou a exportar matéria-prima resultante da reciclagem para a Turquia e Espanha, mas deixou de fazê-lo, há dois anos, por serem altos os custos de exportação.
Criticou as empresas que, em vez de enviarem para o exterior matéria-prima, exportam resíduos, o que “não é bom para a imagem de Angola”, que deve ser vista como um país que contribui para a qualidade do ambiente e não como exportador de lixo.

Patrícia de Carvalho adiantou que as empresas que exportam resíduos não criam novos postos de trabalho. Defendeu, por outro lado, a redução das taxas para quem exporta matéria-prima processada e não o lixo.

Jornal de Angola