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Em ano atípico e mantendo atividades essenciais, cooperativas do PR vão encerrar 2020 alcançando as metas

04/12/2020

Num ano marcado por adversidades causadas pela pandemia do novo coronavírus, as 217 cooperativas paranaenses vinculadas ao Sistema Ocepar se mantiveram firmes, desempenhando atividades essenciais, e devem finalizar 2020 alcançando os objetivos previstos no PRC100, o planejamento estratégico do setor, especialmente a meta financeira, de acordo com as projeções preliminares feitas pela entidade. Os resultados do setor serão consolidados no início do ano que vem. Atuando em sete diferentes ramos – agropecuário, saúde, crédito, transporte, infraestrutura, consumo e trabalho, produção de bens e serviços -, as cooperativas paranaenses reúnem mais de 2,5 milhões de cooperados e cerca de 116 mil profissionais contratados.

“Apesar das dificuldades econômicas que a pandemia proporcionou, das quais ninguém estará imune, as cooperativas do Paraná geraram quase 10 mil novos empregos em 2020 e devem confirmar a meta do Plano Paraná Cooperativo, de atingir movimento econômico de R$ 100 bilhões ao ano, com resultados positivos na geração de trabalho, impostos e na renda de milhões de paranaenses. O PRC 100 alcançou seu propósito e, agora, um novo plano, o PRC 200, está sendo estruturado para dar suporte às demandas e aos investimentos das cooperativas para os próximos anos”, afirmou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, em seu pronunciamento, ao abrir o Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, na manhã desta sexta-feira (04/12).

O evento, que tradicionalmente é realizado de modo presencial, neste ano reuniu a família cooperativista paranaense de um novo jeito e foi transmitido ao vivo, das 8h30 às 11h30, por diferentes canais de comunicação. “Ao optar pelo formato virtual, queremos possibilitar que todos os cooperativistas possam participar do nosso evento sem sair de suas casas, evitando assim qualquer risco em relação à saúde. A situação ainda é de muita preocupação em função da pandemia que tomou conta do mundo. Todo o cuidado é necessário, para que possamos preservar o bem mais valioso que temos: a vida”, disse Ricken. Ele também manifestou pesar a todos que perderam entes familiares, amigos ou outras pessoas de seu convívio devido à Covid-19. “São perdas irreparáveis e que entristecem nossos corações”, afirmou.

Em seu discurso, o presidente do Sistema Ocepar destacou ainda que, para continuar em atividade ao longo do ano, as cooperativas precisaram se adaptar à realidade. “Para o cooperativismo paranaense, assim como para todo mundo, o ano de 2020 foi atípico. Apesar dos resultados positivos, ninguém poderia imaginar que teríamos que passar por tantas provações e incertezas. Nossas cooperativas, de todos os ramos, tiveram que manter-se ativas, garantindo o abastecimento de alimentos, o transporte, a saúde, o crédito, e o trabalho, seguindo firmes na sua missão junto a seus cooperados e suas comunidades”, frisou. “Se não pudemos parar, porque nossas atividades são essenciais, tivemos que aperfeiçoar nossa forma de trabalhar, com mais segurança e cuidado com a saúde. Imagine só, se além do risco da doença, houvesse falta de comida na mesa das famílias. Aí, sim, seria o caos”, acrescentou.

Ainda de acordo com ele, o apoio ao cooperado foi mantido, os empregos foram preservados e há expectativas positivas em relação a novos investimentos, principalmente em infraestrutura e agroindústria, tão necessários para atender à crescente demanda por alimentos nos mercados brasileiro e internacional. “Enfim, há esperança de dias melhores, que nos animam e nos levam a acreditar no futuro. O mundo sabe do potencial que temos. Gradativamente, o Brasil vem conquistando liderança na oferta mundial de alimentos. Temos que saber lidar com essa nova realidade e valorizar o que é nosso, combatendo falsas informações que circulam a nosso respeito, fomentadas pela concorrência comercial que se estabeleceu no mundo”, disse.

Nesse sentido, Ricken enfatizou a necessidade do Brasil fazer a sua parte, “aperfeiçoando métodos de produção, cuidando do meio ambiente, investindo em sanidade e reduzindo custos e desperdícios”. E a expectativa é de que, no ano que vem, o Paraná alcance um reconhecimento importante. “Com a coordenação do Ministério da Agricultura, haveremos de conquistar em 2021 a condição de área livre de aftosa sem vacinação e a segregação do Paraná do grupo de 14 Estados sem peste suína clássica. São medidas importantes para a introdução de nossa produção de carnes no mercado mundial. Isso representa o início dos novos tempos”, afirmou.

Ele destacou ainda a importância em avançar em outros pontos. “Nosso desejo é que sejam retomadas as reformas estruturais que o Brasil tanto necessita e que melhorem as condições de infraestrutura, tais como portos, ferrovias, rodovias, energia, dentre outras, que têm penalizado a nossa competitividade, em especial nas comunidades mais distantes dos centros consumidores. Talvez tenha sido necessário passar por tantas dificuldades estruturais no Brasil, para que as pessoas de bem se mobilizem de forma a apoiar as mudanças necessárias e, assim, modernizar nossas instituições, em benefício de toda a sociedade.”

Ricken elencou também diversas questões de interesse das cooperativas que foram solucionadas em 2020 e agradeceu o apoio dos deputados federais e senadores que fazem parte da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). “A atuação desses parlamentares tem sido fundamental para equacionar matérias importantes no Congresso Nacional, a exemplo do que ocorreu com a Solução de Consulta de Integração – Cosit 11/2017, que não reconhecia a integração vertical entre cooperativas e seus cooperados. A Lei do Agro, que trouxe inovação aos financiamentos agropecuários; a modernização da Portaria 19, editada em conjunto pelos ministérios da Agricultura, Saúde e Economia, que regulamentou o funcionamento das agroindústrias na pandemia; a manutenção do Convênio 100; a continuidade dos benefícios de desoneração da folha de pagamentos; as propostas de adequação da Lei 130, ligada ao cooperativismo de crédito; a adequação do Zoneamento Agrícola, entre outras decisões”, frisou.

O presidente do Sistema Ocepar encerrou seu pronunciamento agradecendo também às autoridades federais e estaduais, lideranças políticas, entidades públicas e privadas que atuam em parceria com a organização, em especial ao G7, ao Sistema OCB, diretores, gestores e equipes de trabalho da Ocepar, Sescoop/PR e Fecoopar, pela dedicação e empenho em favor do cooperativismo.

O evento prosseguiu com os pronunciamentos do governador do Paraná, Ratinho Junior, do vice-governador, Darci Piana, e dos presidentes do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), deputado Evair de Melo.

A programação do Encontro teve continuidade até às 11h30 com outras atrações, como a apresentação de palestra com o tema “O mundo pós-pandemia”, com o estrategista da área de Comunicação, Nizan Guanaes. O Espaço Sou Arte, de Campo Mourão (PR), animou o público com muita arte circense, dança e teatro. Já o ilusionista Paul & Jack fez um show de mágica ao vivo durante o evento.

Ocepar