Unimed Goiânia investe em tecnologia de neuroproteção e transforma assistência neonatal na capital
27/08/2025
Desde 2021, mais de 500 recém-nascidos de alto risco foram monitorados em tempo real nos primeiros dias de vida em cinco hospitais de Goiânia. A tecnologia, que combina eletroencefalograma contínuo, videomonitoramento e suporte remoto 24 horas de especialistas, possibilitou reduzir o tempo médio de internação em 5,72 dias por paciente ao ano, evitando mais de 5 mil diárias hospitalares e gerando uma economia de R$ 19,47 milhões ao sistema de saúde.
Por trás desses números está uma decisão estratégica: a Unimed Goiânia - Cooperativa de Trabalho Médico, atendendo à solicitação de médicos cooperados, custeia integralmente o serviço, que não é exigência legal, mas demonstra a visão da cooperativa de que a assistência de qualidade é pilar para a promoção da saúde e para a valorização do cooperado e do beneficiário.
Realizado em parceria com a PBSF (Protecting Brains & Saving Futures), o programa alia tecnologia e conhecimento especializado para ampliar a segurança do atendimento e oferecer melhores perspectivas de desenvolvimento para os pacientes. O serviço está presente em cinco hospitais da rede credenciada: Ela Maternidade, Hospital da Criança, Hospital Premium, Maternidade Amparo e Hospital Santa Bárbara.
A pediatra neonatologista cooperada da Unimed Goiânia, Dra. Renata Lorenzetti, destaca que a tecnologia se tornou um diferencial na prática clínica. “Conseguimos identificar crises de forma precoce, ajustar tratamentos com mais precisão e melhorar o prognóstico. Isso representa uma mudança importante no cuidado neonatal, com decisões mais assertivas e seguras para os pacientes e suas famílias.”
A também pediatra neonatologista, Dra. Paula Pires, reforça que o monitoramento contínuo oferece condições de diagnóstico antes mesmo que sinais clínicos apareçam. “Tivemos casos em que conseguimos detectar crises silenciosas e intervir rapidamente. Essa possibilidade muda completamente o desfecho e reforça a importância de integrar tecnologia e equipe especializada no cuidado ao recém-nascido.”
Para a hematologista cooperada da Unimed Goiânia, Dra. Marcela Regina Araújo, o projeto mostra a visão da cooperativa. “Esse investimento não era obrigatório, mas foi uma decisão alinhada ao propósito da Unimed, de oferecer assistência de qualidade. Ao atender à demanda dos próprios médicos cooperados e investir na tecnologia adequada, fortalecemos a atuação do profissional e garantimos um atendimento mais seguro ao beneficiário.”
O caso da Bianca, nascida em 2021 com apenas 580 gramas, ilustra os resultados alcançados. Prematura extrema, ela chegou ao mundo no mesmo dia em que a Unimed Goiânia ativava o protocolo de neuromonitorização em um hospital da rede. Durante os meses de internação, o equipamento foi utilizado em diferentes momentos: logo após o nascimento, no acompanhamento de uma cardiopatia e no pós-operatório de um procedimento para fechamento do canal arterial.
O monitoramento cerebral contínuo permitiu identificar intercorrências de forma imediata, orientar condutas médicas e ajustar o uso de medicamentos, o que foi determinante para a evolução positiva do quadro. Hoje, Bianca leva uma vida saudável, sem atrasos no desenvolvimento. “A tecnologia foi essencial para o tratamento e nos deu segurança em um momento muito delicado”, conta a mãe, Polliany Alves.
Assessoria de Imprensa