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Unicopas reúne centrais para elaborar propostas para plano de governo

15/04/2026

O ano de 2026 será marcado pelas Eleições Gerais no Brasil, pleito que celebra os 41 anos da redemocratização do país e garante que a vontade popular demonstrada nas urnas seja soberana, a partir da escolha de candidaturas que representam modelos de desenvolvimento social, econômico, tecnológico e socioambiental, sínteses que são expressas nos planos de governo. 

Pensando neste cenário, a Rede Unicopas está mobilizada para organizar e propor, por meio de um documento a ser encaminhado à coordenação de campanha presidencial, caminhos para o cooperativismo solidário, bem como, para o fortalecimento da economia popular e solidária, nos planos de governo.

“A partir desse documento queremos influenciar quem está coordenando a campanha, para que avancem incluindo nossas propostas no plano de governo, para que nossas propostas sejam discutidas e aprofundadas. Tivemos avanços significativos nesse último período, mas a gente precisa avançar muito mais. O nosso cooperativismo solidário tem um espaço importante no Brasil”, afirmou o presidente da Unicopas, Gervásio Plucinski. 

 

Desafios jurídicos e legais

O grupo discutiu o cenário atual do cooperativismo solidário e economia popular e solidária, a partir dos desafios jurídicos e legais, com provocações e apontamentos iniciais feitas pelo assessor jurídico da Unicopas, Daniel Rech e do assessor jurídico da Unicrab, Diego Vedovatto. 

“Há absoluta necessidade de avançar em relação ao que se refere à legislação, tendo em vista a viabilidade da atuação das organizações populares, no que se refere, especialmente ao campo tributário e fiscal”, afirma Daniel Rech.

As principais legislações que regem o cooperativismo no Brasil não comportam as necessidades e especificidades do cooperativismo solidário, este é o caso da Lei Geral das Cooperativas (Nº 5.764/1971), e da Lei sobre a organização e o funcionamento das Cooperativas de Trabalho (Nº 12.690/2012).

Entre os desafios apontados, destacam-se a constatação de que as organizações da sociedade civil estão em uma situação de fragilidade, sem avanços significativos, especialmente após um governo progressista; a existência de burocracia excessiva para a criação de cooperativas, que se configura em grande complexidade de acesso a iniciativas econômicas para os setores populares;  a compreensão de que cooperativismo solidário carece de uma legislação específica que o reconheça e promova, além de tratamento tributário específico; a continuidade do crescimento de forças conservadoras na política, com apoio popular a candidatos sem compromisso com causas sociais, o que representa uma ameaça ao progresso das organizações sociais.

 

Mais políticas públicas

Uma das mesas do encontro foi composta por Gilberto de Carvalho, que recentemente assumiu a coordenação de campanha para reeleição do Presidente Lula. Carvalho cuidará da agenda de diálogo do candidato com os movimentos sociais.

“Nós teremos, no mínimo até o mês de julho, para dar a nossa contribuição para o programa de governo. É fundamental que a Unicopas, que reúne o que há de mais dinâmico na economia solidária, apresente a sua proposta. Temos que colocar, de fato, a economia solidária como uma estratégia de desenvolvimento econômico e sociopolítico do país”, destacou Carvalho.

A proposta que será apresentada pela Unicopas também contará com acúmulos vindos de outros parceiros no tema, como o Fórum Brasileiro da Economia Solidária (FBES) e a Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), dialogando com o Plano Nacional de Economia Solidária, Programa Coopera Mais Brasil e as Políticas Públicas para o Cooperativismo e Economia Solidária na Agricultura Familiar, além dos acúmulos sistematizados da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

O encontro para reunir os elementos e dar continuidade à elaboração de propostas para planos de governo aconteceu no dias 9 e 10 de abril, em Brasília (DF) e contou com participação de representantes das quatro centrais que integram a Unicopas (Unicafes, Unisol, Unicrab, Unicatadores) e de convidados que estão discutindo a pauta do fortalecimento do cooperativismo solidário e da economia popular solidária, como o Secretário da Senaes, Fernando Zamban, da Secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar (MDA), Ana Terra Reis, do Secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia (MDA), Vanderley Ziger e da Diretora de Inovação para a Produção Familiar e Transição Agroecológica (MDA), Vivian Libório de Almeida.

Em breve a Unicopas vai divulgar o documento final e organizar a entrega para candidatos e coordenações de campanhas. 

 


 

Unicopas

 

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