Newsletter
Notícias

Governador Romeu Zema fala sobre cooperativismo e parcerias em sua gestão

18/05/2021

O jornal Cooperação do Sistema Ocemg entrevistou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que falou sobre a força do cooperativismo, políticas públicas de fomento ao setor e de incentivo ao aumento da matriz de energias limpas no Estado, além das ações do governo para mitigar os efeitos da pandemia para a população e a economia. Confira a entrevista!

 

Há mais de um ano a população e os governantes convivem com a pandemia da Covid-19, o que esperar para os próximos meses?

Desde o início da pandemia, nossa gestão tem feito tudo o que está ao alcance para minimizar seus efeitos e salvar vidas. De março do ano passado até o momento, mais que dobramos o número de leitos de terapia intensiva no Estado. Minas Gerais contava com 2.072 leitos de UTI e, atualmente, possui mais de 4.400. Já os de enfermaria passaram de 11.600 para mais de 20.800. Compramos os respiradores mais baratos do país. Adquirimos mais de 50 milhões de seringas, usadas nesta que é a maior operação de vacinação da história do Estado. Cobramos agilidade do Ministério da Saúde na compra e envio de imunizantes e reforçamos a importância de iniciar a vacinação de professores e profissionais da educação para a retomada das aulas. Entramos em contato com laboratórios farmacêuticos sobre a possibilidade de adquirir os imunizantes diretamente. Para amenizar os impactos econômicos, anunciamos medidas como a suspensão de cortes no fornecimento de água e luz de pessoas de baixa renda; foi concedido descontos de até 90% nos juros e multas para empresas que desejam renegociar a dívida do ICMS, a suspensão e prorrogação de datas de obrigações fiscais, e a antecipação de parcelas do acordo feito entre o Estado e a Associação Mineira dos Municípios (AMM). No momento mais grave da pandemia, adotamos a onda roxa, quando apenas serviços essenciais podiam funcionar.

Mesmo em um cenário de crise sanitária, o cooperativismo segue crescendo, sendo responsável por 9,6% do PIB do Estado. Como avalia a atuação do setor para a retomada da economia em Minas?

O cooperativismo se diferencia porque consegue ter a cooperação entre os associados que faz, de fato, ele ter uma resiliência. Com políticas de fortalecimento das cooperativas, primeiro, conseguimos atender a um público numeroso. Segundo, conseguimos dar mais sustentabilidade nas ações e no retorno das atividades econômicas neste momento. As cooperativas têm grande representatividade na economia mineira, perpassando por todos os setores. Fortalecer o segmento é fortalecer as potencialidades e as vocações do Estado. O cooperativismo é um setor que dá sustentação na economia, transformando a realidade de milhares de mineiros, gerando trabalho, emprego e renda nos diversos ramos. É um setor vital para o desenvolvimento econômico e a geração de riqueza em Minas e no Brasil.

O cooperativismo se difere dos demais modelos econômicos em função de seus valores e princípios. Qual é a importância de fortalecer o setor em Minas Gerais?

O cooperativismo conseguiu demonstrar muita resiliência em meio à pandemia, especialmente pela sua diversidade. As cooperativas de crédito levaram fôlego às micro e pequenas empresas do Estado e as de Saúde complementaram a assistência de leitos. O setor vai crescer ainda mais em 2021 e ajudar Minas na retomada da economia. São cerca de 1,9 milhão de pessoas envolvidas com o cooperativismo em Minas e é de suma importância promover políticas públicas para o desenvolvimento do setor. O Estado possui a Política Estadual de Apoio ao Cooperativismo, com diretrizes para o fomento e incentivo à atividade cooperativista. Neste sentido, firmamos recentemente um Acordo de Cooperação Técnica com a Ocemg para a junção de esforços para implementar ações de fomento ao desenvolvimento das cooperativas mineiras no tocante ao apoio na organização produtiva, gestão e qualificação desses empreendimentos. Reforço a importância do Estado contribuir para o fortalecimento do setor, uma vez que a sociedade busca soluções mais conscientes, justas, inclusivas, que promovam valor também para o entorno, e o cooperativismo promove isso.

Em sua gestão, houve muito apoio às ações de desenvolvimento cooperativistas, como o Programa Estadual de Cooperativismo da Agricultura Familiar e Agroindústria Familiar de Minas Gerais (Cooperaf) e o Conselho Estadual do Cooperativismo (Cecoop-MG). Como o senhor avalia essas parcerias?

Avalio como papel estratégico e indutor do Estado promover políticas para o desenvolvimento do cooperativismo, respaldadas na transparência e participação de entidades do setor, como a Ocemg. O Cecoop-MG retomou suas atividades na minha gestão, após um intervalo de seis anos. Ele é subordinado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e tem como objetivo formular políticas públicas a serem adotadas pelo governo para o desenvolvimento de todos os ramos do cooperativismo. E implementar políticas para os produtores da Agricultura Familiar e da Agroindústria mineira amplia perspectivas para o desenvolvimento econômico, especialmente em regiões com menor índice de desenvolvimento humano, como é o caso do Cooperaf.

O Governo de Minas apoia a produção de energia limpa. Como avalia o Programa MinasCoop Energia?

O MinasCoop Energia é um programa belíssimo, desenvolvido pelo Sistema Ocemg, e que vai convergir com as ações do Estado.  Temos o Sol de Minas, que é nossa política de atração de investimentos de energia limpa, em que Minas Gerais possui ampla vantagem competitiva em relação a outros Estados. Temos grande potencial para a geração de energia fotovoltaica, dado o elevado potencial da irradiação solar e somos responsáveis por 19,6% da capacidade total instalada de energia solar distribuída no Brasil.  O programa tem tudo a ver com o cooperativismo, que apoiará instituições sociais como as Santas Casas, que têm feito um excelente trabalho na pandemia, reforçando todo o círculo virtuoso do cooperativismo.

Ocemg