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Campus Party: A inovação pede passagem

A cidade de São Paulo abriga o principal evento de inovação do País. A 5ª Campus Party reúne cerca de 200 mil visitantes e sete mil “residentes fixos” que vão morar em barracas dentro das dependências do Anhembi, na capital paulista. Um evento grandioso que demonstra a força da chamada “Geração Z”, que nasceu em plena era digital, utiliza a internet, os smartphones e as redes sociais com a mesma desenvoltura com que a minha geração fazia uso do rádio e da TV. Eles são o reflexo de uma das maiores inovações da história que produz transformações imensas na nossa sociedade.

 
Uma cidade digital


Em pauta, palestras sobre empreendedorismo, concursos para o desenvolvimento de aplicativos que podem gerar novas empresas e planos de negócios. Neste ano o tema principal é o projeto de lei americano Sopa (Lei para Parar a Pirataria Online), adiado indefinidamente após uma série de protestos na internet, que teve seu ápice na demonstração de repúdio com o Wikipédia, que bloqueou a versão em inglês da enciclopédia digital por um dia inteiro. Resisto neste instante e espaço à idéia de discutir um assunto tão instigante, que facilmente renderia um novo artigo, mas destaco a possibilidade de acompanhar as transmissões online do evento (live.campus-party.org), assim como disponibilizo a sua programação completa (bit.ly/cp-agenda).


O público, em sua maioria, é formado por jovens ensejados a sonhar por um mercado extremamente dinâmico, capaz de catapultar ao restrito mundo dos bilionários jovens como Mark Zuckerberg, o fundador da rede social Facebook,  de apenas 27 anos, um dos mais proeminentes ícones dessa Geração.


Um ideal que me faz lembrar a celebre frase de Glauber Rocha: “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça". Os instrumentos de trabalho destes jovens são outros, bem mais modernos, como computadores e laptops, telefones que fazem de tudo, em meio a um dinamismo sem igual, uma interação global capaz de criar uma linguagem própria e estabelecer novos costumes e comportamentos!

 
Números crescentes


O Brasil é o 4º país em presença nas redes sociais, 97% dos internautas estão em redes de relacionamento como o Twitter e o Facebook. O número de usuários do Facebook atingiu a impressionante marca de 36 milhões de brasileiros.

 
Aprender sempre


Reconheço que no início desta “Revolução Digital” estava cauteloso sobre a necessidade de incorporar estas ferramentas ao nosso mandato. Lembro das primeiras reuniões com a minha equipe, quando discutíamos as possibilidades de atuação em cada uma das redes sociais.


Acredito que um das melhores definições é de Gil Giardelli, especialista no Mundo.com, com 12 anos de experiência. “Um bom conteúdo de redes sociais é aquele que gera relacionamento, engaja e estimula o diálogo não apenas com os seus usuários, mas também entre os usuários. Deve ser simples, relevante, interessante e natural, além de colaborar para a construção da sua identidade no universo digital”.


Após penar no início, hoje não consigo viver sem...


Atualmente, tenho 2.264 seguidores no Twitter - Arnaldojardim e 5.911 pessoas que acompanham a minha “Fan Page”no Facebook. Além de contar com um blog (266 membros) e um site oficial, com cerca de 100 visitas diárias. Trata-se de passos iniciais para um mandato participativo! A intenção é estabelecer uma via de duas mãos, numa apresento meus artigos, relato minhas atividades e exponho minhas opiniões, na outra recebo um feedback imediato, sugestões, críticas e elogios de internautas.


Essa vivência nas redes sociais me permite interagir diretamente com o cidadão, sem interlocutores, debater desde grandes temas nacionais, como também demandas específicas de uma cidade. Mais do que isto, me permite aprender com gente criativa, em meio a uma nova linguagem, capaz de renovar a prática política, criar novas referências entre os cidadãos e seus representantes, estimular um novo tipo de democracia participativa.  


Este é um caminho sem volta, onde não há lugar para meias verdades, discursos prontos. A regra básica é interagir, buscar sempre o diálogo, pois quem não se acostumar/adequar a essa nova realidade, principalmente em se tratando de uma pessoa pública, estará perdendo o bonde da história!
 
Deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP)

Arnaldo Jardim

é deputado federal por São Paulo e presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) 

 

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